Chef Carlos Baldo é de descendência italiana e espanhola, cresceu no
convívio da boa mesa e das receitas de tradição familiar. Com paixão pelas
massas, peixes, frutos do mar e por todas as demais vertentes da gastronomia e
é claro da pâtisserie, este convívio acabou despertando o espírito de
pesquisador dos alimentos e o fez um chef autodidata, já foi proprietário
de restaurante e chefiava a cozinha também.
São mais de 30 anos de experiência e desta alquimia do prazer de
cozinhar. É formado em contabilidade e administração de empresas. Na família a cozinha sempre foi um local sagrado, e
tudo que se refere ao assunto sempre foi tratado com muito respeito, e
interesse de todos. Assim cozinhar não foi para ele um desvio de atuação
profissional, mas o exercício de prazer, apoiado e aprovado por todos. As
atividades paralelas que tem é a atuação de consultoria na área administrativa
e de alimentos, e isto só atenua um pouco o calor dos fogões. Não tem uma
cozinha preferida, vai do tradicional ao contemporâneo e do simples à alta
gastronomia, adora os desafios e as variações de sabores temperos e texturas. O
importante é sentir o prazer da criação e elaboração de um prato, seja ele doce
ou salgado. Gosta de sentir os aromas, perfumes de ervas e pães rústicos, bem
frugais e agradar ao paladar de forma surpreendente. Gosta de transformar o
básico em uma especialidade. Mas, em viagens pelo Brasil, Europa e EUA, sempre
procurou com o olhar e paladar de pesquisador, sabores e essências. Da pequena
cidadela do seu avô – Roverè Veronese, no norte da Itália (Verona), nos
arredores do Monte Baldo aos grandes centos gastronômicos da Itália, Bélgica,
Alemanha, Portugal, e Estados Unidos, sempre foi à busca de detalhes que
caracterizassem a comida local. Dos azeites trufados ao molho barbecue o
importante é a identidade que se imprime no prato elaborado. Sempre circulando
pelos diversos restaurantes e locais onde a comida é o foco principal, está sempre
observando tendências e comportamentos gastronômicos.
Costuma dizer que quem
gosta de cozinhar faz os melhores pratos, porque esta energia é transmitida aos
alimentos de forma boa. E esta
característica de pesquisador dá o direcionamento ao seu estilo. O saber comer pra ele é apreciar os
alimentos na sua origem, na sua forma e na sua apresentação e nos seus benefícios. Também
atua como voluntário em uma escola de ensino especial para deficientes visuais
e outras atividades de coleta e doação de roupas. Perguntei se é
possível comer bem no Brasil com pouco dinheiro? “Claro, temos uma cozinha fantástica,
uma culinária riquíssima e uma criatividade extraordinária. Arroz e feijão
não é uma simples combinação, tudo é uma questão de saber dosar e preparar.
Carnes variadas e legumes e verduras. Saber balancear é a questão fundamental.Saber
reparar. O simples se torna sofisticado quando se usa ingredientes e temperos
de qualidade e com conhecimento. A tendência da cozinha sustentável nos leva
bem por este caminho.” Por curiosidade perguntei se hoje o requinte da
cozinha ainda exige uma grande importação de ingredientes ou é possível
explorar a riqueza brasileira na criação dos pratos? “Claro que alguns ingredientes não
encontramos no mercado nacional mais temos muitas coisas boas e não são
exportadas, também criando esta dificuldade para Chef’s no exterior. Os grandes
nomes da nossa cultura gastronômica têm dado provas desta diversidade e
complexidade de sabores da terra e se destacando no panorama internacional.”
Ele
aprecia na gastronomia a oportunidade de poder criar. Ter a disponibilidade desta riqueza de
ingredientes e sabores para brincar na cozinha e o exercício da criatividade.
Tem vários sonhos todos relacionados à cozinha e ela traz para o Chef Carlo Baldo
uma emoção que nunca esgota e também traz emoção para ele observar um convidado
degustando um prato e tecendo elogios. A gastronomia do Brasil para ele é uma
das mais promissoras. Com inúmeras portas de acesso, mas também com outras
tantas de saída não é um mercado simples, é complexo e exigente e não pode
trata-la como alternativa de fuga das adversidades e da vida econômica atual.
Não cabe o amadorismo, não cabe à ganância, não cabe à imaturidade do
comportamento profissional. Com alimentação não de brinca de fazer. O saber é
fundamental para o reconhecimento e para a própria satisfação. O mercado de
tempos em tempos transborda profissionais de diversas áreas e na gastronomia
não é diferente, o problema é a qualidade profissional que se apresenta a
qualificação mediana. O glamour da profissão por vezes camufla a realidade
desta vivência da cozinha. E a gastronomia se faz com o saber e com a prática.
As faculdades não ensinam gastronomia. Ensinam técnicas e conhecimento. A
utilização destes dois vetores é que vão gerar a gastronomia consistente e com
base sólida.
Mensagens ao jovens: Estão dispostos a
pesquisar e estudar? Tem de se ter a consciência de que a dinâmica e a constância
da busca de conhecimento dentro e fora do meio acadêmico nunca pode parar.
Conhecer ingredientes, testar, testar, testar. Provar, repetir, e pesquisar são
a eterna avaliação do profissional da área. E que fogão esquenta bastante,
engordura os cabelos com fumaça, joias brincos e acessórios não fazem parte dos
utensílios de uma cozinha, nem maquiagem e telefone celular. Existem áreas de
muito sacrifício de tempo e dedicação aos outros.
Por Ingrid abs!!!
Twitter @ingridabs
e-mail: ingridabs259@hotmail.com




OLÁ INGRED!
ResponderExcluirUAU...POST NOTA 10, AMEI A MATÉRIA!
BEIJOS, ÓTIMA SEMANA!
Obrigada querida pelo elogio e eu amo tambem fazer essas matérias.
ExcluirEspetacular! Feliz em saber que existem pessoas que correm atrás, realizam seus sonhos e fazem a diferença na sociedade!
ResponderExcluirParabéns ao Carlos por conquistar os privilegiados com sua gastronomia diferenciada sem esquecer dos menos favorecidos!
Parabéns a você por divulgar isso tudo!
Grande abraço!
Obrigada querido pela belas palavras e como futura bibliotecaria é meu dever mostrar ao mundo quem são essas pessoas que ficam na cozinha fazendo essas delicias.Abraços
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