terça-feira, 3 de abril de 2012

Papo Internacional com o Chef Chakall


O Chef Chakall é um viajante, um cozinheiro e um apaixonado. Talvez não por esta ordem, mas só ele poderá definir a ordem certa: um homem que viaja e se apaixona por lugares distantes e que coleciona sabores. Um apaixonado pela cozinha e pelos países que percorre. Um Chef que cozinha e viaja com paixão. A sua imagem de marca é o turbante que substitui o típico chapéu de Chef, o turbante que lhe proporciona inspiração e concentração para criar as iguarias com que nos delicia. O cerrado sotaque argentino, aliado ao seu domínio da cozinha e ao apurado sentido de humor, são características que lhe conferem um aspecto singular e uma abordagem diferente da cozinha internacional, que hoje o reconhece e o solicita. O Chef Chakall tem hoje a sua marca na Alemanha, França, Espanha, China, Emiratos Árabes Unidos, Brasil, entre outros países (retirado do site dele). Ele é a quarta geração de cozinheiros da família. Tem sua formação acadêmica na licenciatura em jornalismo, no qual, trabalhou 7 anos em Buenos Aires.  Os primeiros passos para se tornar chef de cozinha foi através do restaurante da sua mãe, e depois de viver sempre entre tachos e panelas ficou um pouco farto e, sobretudo, do cheiro de fritura. Mas depois de trabalhar sem cheiros começou a ter saudades da cozinha e foi viver na Europa, e foi mais fácil conseguir arrumar um trabalho no restaurante e o restaurante teve muito sucesso. Em relação ao apoio da família a mãe dele sempre disse que é uma profissão que sabem quando começa, mas, não sabe quando acaba e gosta do que faz e trabalha, trabalha ,trabalha. Ele faz muitas coisas relacionada a gastronomia, mas as vezes faz papel de DJ e apresentador de TV (não de comida). A  melhor cozinha pra ele é aquela autentica, regional baseada em 2 ou 3 produtos, tecnicamente sem duvida a Chinesa, pelo sabor e gostos variados. Uma boa feijoada não tem igual ou um bife ou um sushi ou pasta...  
Improviso muito Ele acha que cada pessoa tem o seu próprio paladar, por tanto não pode dizer que tem  ou bom gosto porque o gosto nada a tem a ver com a popularidade de um sabor. Se assim fosse a comida junk food seria a melhor e acha que saber comer é  ser equilibrado nas escolhas dos ingredientes que ingerimos. Perguntei para ele se hoje o requinte da cozinha ainda exige uma grande importação de ingredientes ou se é possível explorar a riqueza brasileira na criação dos pratos? “Acho que tem que utilizar só ingredientes locais, mas no Brasil a riqueza e interminável e a cozinha dele  sempre procura usar os ingredientes locais. O que aprecia mais na gastronomia é a simplicidade. Uma emoção inesquecível para ele foi o seu primeiro  livro ter ganho um premio mundial. Perguntei o que ele acha da gastronomia brasileira ele respondeu: “Não conheço tudo, só tenho uma ideia parcial, mas acho que é potencial e brutal. Neste momento estou a abrir o meu primeiro restaurante em Berlim e o mesmo é uma mistura entre cozinha Brasileira, peruana e Argentina, porque antes teu sou sudamericano. “Quando vivemos longe de casa nos apercebemos que somos muito mais irmãos do que pensamos.” Os meus planos para já são dois novos restaurantes um em Lisboa e o outro em Berlim além de programas de tv e um livro sobre cozinha sudamericana.

Mensagens aos jovens: Que a gastronomia não é um desfile de moda e que o trabalho é mesmo duro, mas se tiver o verdadeiro valor a recompensa pode ser muito satisfatória.





Endereço do site: http://chakall.com/       

Postado por Ingrid Abs

          

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